sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Ocupada
Como anda meu coração? Não tem andado não. Está quietinho. Muito ocupado em fabricar vida, sonhos e conquistas.
O convite que ainda não veio
Convites são sempre tão parecidos, tão óbvios, tão comuns...
Convites para jantar, para o cinema, para a praia...
Convite raro é para dançar...
Ah, quem o faz!!! É conquista na certa.
Raro também é convite para ler poesia ou escrever junto.
Esse convite, então, seria sonho...
Homens com sensibilidade e talento para poesia são imbatíveis.
São como aqueles lutadores que levam fácil o adversário a nocaute.
Diferente de homem romântico ou homem meloso... Falo de homem poeta.
Não daqueles copiadores de frases prontas,
Mas daqueles que escrevem até de olhos fechados... Que exalam cheiro de
poesia.
São sedutores natos. Não há quem os resista.
A definição fria do dicionário para convite é convocação da presença de alguém; meio pelo qual se convoca; estímulo, incitamento.
Mas para quem está à espera daquele chamado que nunca veio, convite
significa surpreender, conquistar, deixar marcas, dançar, poetar...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Um final, não necessariamente feliz
Nesse aspecto, entro introspecta
E penetro o impenetrável.
Por um lapso, um passo
E no laço caio.
No emaranhado, presa estou
E, se me calo, apática
Disparado o coração se agita.
Luto, ergo a lança
Escudo empunhado
E máscara posta.
Se a espada é afiada
Postura de guerreira brava se projeta.
Não menos imposta está a paixão invasora
Que, apesar da luta, no âmago se manifesta.
Que a ilusão não engane que fácil será.
Enquanto força tiver, resistirá o coração
E bravamente a rejeitará
Mandando de volta para onde deveria estar.
Chegou inconveniente em terra árida
Que as quedas fizeram questão de secar.
Duelo haverá e entre feridos e mortos
Há de ser expulso esse mal para outro lugar.
Um história de potes, cacos, arco-íris, barro....
Fez questão de guardar os cacos em um pote, que preferiu
deixar para trás. Sabia que não chegaria longe se carregasse o peso de pedaços
de passado.
Pelo caminho, também deixou bagagens cheias de vazios torturantes, que não tinham serventia alguma e que ainda eram impregnados de
condenações.
Preferiu a absolvição da liberdade, de olhar só para frente.
Despiu-se da roupa encharcada de choro; andou nua por uns
tempos e depois costurou uma veste nova com os retalhos que a estrada
desvendava.
Custou um tanto a descobrir que é na história que está por
construir que estão seu sentido e direção, e não nas páginas que já foram
escritas com canetas de penas de si própria ou de outrem.
Merecia uma história nova e a cada vez que encontrava
resquícios do que o tempo fez questão de
deixar para trás, imediatamente; guardava em novos potes, largados pelo caminho,
sem pistas de seu paradeiro.
Se no final do arco íris existem potes cheios, não é para lá
que planeja ir. Em sua comitiva só cabem os potes vazios, que têm mais
utilidade...
E, se nos potes, existiam tesouros, quem os encontrar saberá
usufruir.
Caso precise de mais potes vazios lá pela frente, a
experiência ensinou a esculpi-los com barro e saliva.
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